As mudanças tecnológicas estão aí. Ninguém, no seu perfeito juízo, se atreve a negar tamanha evidência. Constantemente surgem novos telemóveis, televisores, satélites, aviões, ... e computadores. Para a maioria dos jovens de hoje, nada disto parece novo, antes é um processo natural – nasceram na era do homo tecnologicus (Faria, s.d). Se para os jovens não tem nada de novo, já o mesmo não se pode dizer dos adultos e muito menos dos idosos. Mas TODOS vivem no mesmo espaço-tempo, pelo que é necessário um esforço dos menos jovens para se ajustarem aos novos tempos, à nova realidade social. Todas as pessoas, independentemente da sua classe social, sexo, religião e profissão, necessitam acompanhar, compreender, e dominar as tecnologias que vão surgindo, sob pena de serem ultrapassadas pelas suas congéneres. Paulatina mas decididamente, a Escola vai se modernizando, recorrendo a novos equipamentos tecnológicos: cartão electrónico, computadores de secretária e portáteis, projectores multimédia, câmaras de vídeo e de fotografia. Os recursos físicos estão a chegar mas é necessário, diria mesmo, imperativo, que os recursos humanos, no seu todo, acompanhem esta evolução. Urge aplicar, em quantidade e qualidade, estes novos recursos no dia-a-dia da sala de aula e fora dela. Para quem não domina estas tecnologias, será necessário recorrer a formação especializada e específica para colmatar tal lacuna. O tempo e a sociedade não se compadecem com quem fica para trás! É hora de olhar em frente, sem medo, ser positivo, activo e interventivo. Já não chega sermos espectadores, temos de ser também actores.
A aprendizagem adquirida nas escolas representa uma parcela cada vez menor da aprendizagem que se adquire no dia-a-dia. Há já muitos anos que alguns pais colocam os seus filhos, fora das horas de escolaridade obrigatória, em estabelecimentos paralelos às escolas oficiais, onde garantem (e, em muitos casos, certificam) a sua competência em línguas, música, dança, electrónica, informática, ou desportos. No entanto, a eclosão das tecnologias multimédia, suportadas por poderosas indústrias culturais, e as potencialidades de interacção através de redes de dados, prefiguram um cenário explosivo de oportunidades de auto-educação e de educação à distância, não só na idade escolar, mas ao longo de toda a vida.
Neste contexto, cada vez mais jovens e adultos exigem variedade de canais de aprendizagem, num sistema de elevada escolha. Exigem também maior actividade e interactividade, mobilidade, convertibilidade, conectividade, ubiquidade, e globalização. As escolas tradicionais estão mal equipadas para fazer face a este desafio. A mudança, da massificação das escolas para a individualização da escolha livre, nomeadamente através das redes de dados, tenderá a retirar parte da importância às escolas e a colocá-la na casa de cada um.
No entanto, a frieza das altas tecnologias impõe uma contrapartida indispensável de calor humano: quanto mais tecnológica é uma sociedade, mais necessita de compensações ao nível dos valores humanos e da afectividade. É aqui que se situa, a função chave de um escola reinventada: dar estrutura a um mundo de diversidade, fornecer os contextos e saberes de base para uma autonomia de sucesso nesse mundo, e fornecer as respostas humanas compensatórias de que a escola dos nossos dias se está a distanciar tão perigosamente (Figueiredo, s.d).
O professor será o agente chave da escola reinventada. À medida que a aquisição de saber se torna mais e mais um processo de exposição a uma multiplicidade de oportunidades de aprendizagem, essa exposição múltipla torna-se um motivo de crescente sobrecarga cognitiva, se não de total perda de referências. Uma das principais funções da cultura é a de operar como filtro altamente selectivo na nossa estruturação de visões do mundo e na nossa protecção contra sobrecargas cognitivas. A solução para superar estas sobrecargas situa-se ao nível dos processos de contextualização oferecidos pela cultura (Figueiredo, s.d).
O grande desafio já não é o de preparar os professores para usarem as tecnologias da informação nas suas disciplinas, mas o de manter uma reflexão interdisciplinar, e permanentemente renovada, acerca dos modos como enfrentar as oportunidades e as ameaças de uma sociedade da informação (Figueiredo, s.d).
A formação de professores será forçosamente influenciada por esta perspectiva. Não poderá continuar a ser um debitar de palavras e de práticas para audiências mais ou menos passivas. Terá que transformar-se em trabalho de projecto que mobilize integralmente o vigor e criatividade dos professores. Deverá decorrer no âmbito de um grande projecto mobilizador centrado no desenvolvimento curricular, que saiba criar uma adesão alargada por parte do corpo docente e da própria sociedade civil.
Se recordarmos que as pessoas aprendem melhor quando fazem, e se lembrarmos que a aprendizagem corresponde à criação efectiva de saber através de um esforço pessoal – e, em muitos casos, através de intensa interacção social – podemos compreender a importância de que se podem revestir as redes de dados no processo de aprendizagem (Figueiredo, s.d).
Neste contexto, o debate sobre educação à distância anda em alta actualmente. Mas a discussão vai além do objectivo único de transpor a barreira do espaço/tempo. O desafio agora é utilizar as novas tecnologias para criar interfaces que estimulem o aluno, permitindo o surgimento de uma nova estrutura de educação, transmissão de informação e relacionamento entre educador/educando. A utilização das novas tecnologias pelo educador deve ampliar e diversificar a maneira de transmitir o conhecimento, estimulando o aluno e servindo também como ferramenta para o educando na busca da informação.
A demanda pela Educação a Distância cresce a cada dia para atender às exigências de um mundo em mudanças aceleradas e com menor disponibilidade de tempo e espaços formais para a educação. Hoje várias instituições de ensino desenvolvem estudos e experiências para aperfeiçoar o processo de transposição da educação para além de seus muros.
Hoje a possibilidade de conexões mais rápidas e permanentes viabilizou a utilização de softwares para conferência on-line, uma ferramenta importante para a educação à distância, pois a possibilidade de visualizar a outra pessoa garante ao usuário que nem todo o processo da educação à distância é automatizado e que seu contacto é feito somente com “máquinas” (Sales, s.d).
O estereótipo de uma “aula ideal” onde um professor é posto à frente de uma sala com dezenas de alunos irá alterar-se pois o aluno terá outras formas de entrar em contacto com seu educador, ou pelo menos, com o material que ele deixou à sua disposição, e é aqui onde o factor tempo/espaço volta a aparecer (Sales, s.d).
A crescente utilização das novas tecnologias de comunicação proporciona uma modificação na relação entre educador/educando. O estigma de “detentor de toda a verdade” do educador dá espaço a uma postura menos centralizadora. Ganha importância a função do educador de servir como um intermediário na busca do educando pelo conhecimento. Ele irá indicar os caminhos, propor os desafios e ajudá-lo a alcançar seu objectivo.
Neste contexto, o educador recebe a “missão” de ensinar ao educando a distinguir uma informação relevante no meio de uma diversidade de solicitações e hipóteses de resposta.
Apesar dos avanços que as novas tecnologias estão a proporcionar à educação, não podemos esquecer que elas são somente ferramentas para a transmissão da informação. Devemos sempre lembrar que o centro das atenções é o ser humano, o aluno, pois é este quem vai assimilar as novas informações adquiridas e transformá-las em conhecimento tácito. Embora o e-learning tenha muito com que contribuir, ele não significa o final da aprendizagem em sala de aula (Sales, s.d).
Apesar desta nova condição educacional ser iminente, há ainda uma importante barreira a ser ultrapassada: adequar os educadores a esta nova estrutura educacional. A grande maioria dos educadores não está preparada para esta nova realidade, a começar pelo fato que está intrínseco nessa realidade: o conhecimento das novas tecnologias, ou seja, a plena interacção com a informática. As instituições de ensino precisam incentivar e estimular o professor a fazer uso das novas tecnologias (Sales, s.d).
O processo de uso da Internet na instrução é um fenómeno espantoso, sobretudo no ensino superior, frente ao processo de democratização do saber, à valorização da informação e ao uso das novas tecnologias de informação e comunicação na sociedade do conhecimento.
O acto de aprender não é uma mera acumulação de conhecimentos, mas uma interacção de saberes vividos em sala de aula, onde professores e alunos se articulam pela busca do conhecimento e pelo exercício da democracia. Este exercício democrático, também de interacção intelectual-social, modifica o nosso modo de pensar alterando a nossa base cognitiva e emocional (Carvalho, s.d.).
As TIC, ao mesmo tempo que permitem a criação de novas formas de mediatização, acrescentam, ainda, muita complexidade ao processo de ensino/aprendizagem, pois há grandes dificuldades na apropriação destas técnicas no campo educacional e na sua "domesticação" para utilização pedagógica. As suas características essenciais – simulação, virtualidade, acessibilidade a superabundância e extrema diversidade de informações - são totalmente novas e demandam concepções metodológicas muito diferentes daquelas das metodologias tradicionais de ensino, baseadas num discurso científico linear, cartesiano e positivista (Carvalho, s.d.).
Educar para a sociedade do conhecimento é compreender que devemos investir na criação de competências considerando os estilos individuais de aprendizagem e os novos espaços de construção do conhecimento. A busca por um equilíbrio faz com que pensemos sobre as acções pedagógicas mais democráticas que considerem os estilos de aprendizagem dos alunos, que redimensionem papeis do professor e do aluno, que revise as premissas filosóficas e epistemológicas, que orientam as acções educativas e que inclua as TIC´s como ferramenta mediadora da aprendizagem (Carvalho, s.d.).
A perspectiva das TIC´s é para que as múltiplas linguagens, em suas múltiplas vozes, amplifiquem os espaços educativos, constituindo um universo em constante processo de interacção e transformação social. A acção comunicativa dessa nova pedagogia, dialéctica e interactiva, favorecida e potencializada pelas redes telemáticas, orienta-se numa perspectiva de desenvolvimento da capacidade crítico-reflexiva do homem, numa interacção social que atenda as necessidades emergentes da nossa sociedade e que de certa forma proponha acções mais justas e democráticas. Desta forma as TIC´s na educação devem ser orientadas de forma cuidadosa a fim de reforçar a humanização do homem (Carvalho, s.d.).
Bibliografia:
Carvalho, Kassandra (s.d.). Implicações das Tic’s na Educação. Disponível em http://www.portaleducacao.com.br./educacao/principal/conteudo.asp?id=2372 e consultado a 2 de Dezembro de 2007.
Figueiredo, A. Dias (s.d.). O futuro da Educação perante as Novas Tecnologias. Disponível em http://eden.sei.uc.pt/~adf/Forest95.htm e consultado a 2 de Dezembro de 2007.
Sales, Ana Maria (s.d.). Os Desafios da Educação a Distância. Disponível em http://www.portaleducacao.com.br./educacao/principal/conteudo.asp?id=2318 e consultado a 2 de Dezembro de 2007.
http://www.nonio.uminho.pt/challenges/actchal05/tema02/06mariagomes.pdf.
http://prisma.cetac.up.pt/artigospdf/5_adelina_maria_e_ana_amelia_carvalho_prisma_pdf
http://www.educared.org.br/educa/revista_educarede/especiais
http://www.educacaopublica.j.gov.br/jornal/materia.asp?seq=62
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
O Grande épic...
Ao ter visto o épic, fiquei bastante impressionado, principalmente, com a forma como em tão pouco tempo o universo do pensamento/conhecimento mudou. É uma grande evolução para a humanidade, que cada vez mais anseia por um mundo melhor e que, acima de tudo, é visto no campo dos grandes desafios que estas novas tecnologias se apresentam. Com certeza, o que se prevê, poderá acontecer muito antes do imaginado. É de facto uma grande ousadia dos autores do video, mas foi bom terem dado pistas para os muitos comuns dos mortais. Perante tais acontecimentos, que já começam a dar o ar da sua graça, como é que reagimos face a essas inovações?
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Para reflectir...
NO CORAÇÃO A ESPERANÇA
Entre o azul celeste
no espaço azul
infinito...
transformam-se as asas
na paisagem
onde reina
a esperança
das árvores!
Acima das montanhas
inacessíveis,
labirinto mágico
do coração!...
Fonte e caminho...
oásis
viagem
embarcação.
Canção de ninar
onde as asas estão!
Lugar
não-lugar
não-ser sendo lugar.
Voaram
caíram
caíram para voar!
Nascente... Esperança...
este modo de pensar!
Conchita Machado
In MINHA VIDA É UM POEMA
Entre o azul celeste
no espaço azul
infinito...
transformam-se as asas
na paisagem
onde reina
a esperança
das árvores!
Acima das montanhas
inacessíveis,
labirinto mágico
do coração!...
Fonte e caminho...
oásis
viagem
embarcação.
Canção de ninar
onde as asas estão!
Lugar
não-lugar
não-ser sendo lugar.
Voaram
caíram
caíram para voar!
Nascente... Esperança...
este modo de pensar!
Conchita Machado
In MINHA VIDA É UM POEMA
sábado, 24 de novembro de 2007
sábado, 10 de novembro de 2007
EPIC 2014 - Implicações no quotidiano e no ensino-aprendizagem
A sociedade contemporânea encontra-se envolvida por um halo tecnológico. Praticamente todas as áreas gravitacionais são medidas por dispositivos informáticos que medeiam as colectividades, interferindo nas transacções, comunicações e relações interpessoais e inter-organizacionais. Estes novos dispositos imprimem normas, conceitos e procedimentos até há pouco tempo desconhecidos e ainda não totalmente absorvidos. As pessoas imergem nesse mundo informacional que possui características imediatistas de interdependência e simultaneidade. Tudo isto tem um preço que é sermos constantemente controlados por dispositivos tecnológicos.
O certo, é que as máquinas automatizadas, informáticas e comunicacionais já nos cercam em todos os locais impondo o seu ritmo. Vivemos numa era digital em que transacções comerciais são realizadas, pesquisas são disponibilizadas e discutidas através da internet. Grandes volumes de dados são transmitidos, transferidos de lugares distantes tudo em questão de minutos transformando o planeta numa imensa teia global de redes de comunicações diversas.
Além disso é importante salientar-se que ao mesmo tempo que as descobertas técnico-cientificas libertam o homem de inúmeros limites, elas não oferecem facilidades para se atingir metas sociais, reforçando a exclusão de muitos dos segmentos da sociedade que não conseguem aderir há modernização. Ao mesmo tempo que os avanços tecnológicos colaboram para a democratização da cultura, eles apresentam o seu reverso, as dificuldades de acesso, principalmente à internet que é ainda um meio de comunicação cujo acesso é privilégio de poucos. No entanto muitos de nós vivem num analfabetismo tecnológico.
Uma das formas de combater a info-exclusão é através da educação. O uso do computador, especificamente da internet requer operações intelectuais que vão desde o uso da palavra, da escrita, da capacidade de comparar e diferenciar, à capacidade de atenção e abstracção passando para formas de organizar o pensamento e a acção (Nietzel, sd).
No entanto, isto implicará uma mudança de postura na dinâmica de ensino-aprendizagem. O professor, até aqui metaforizado como um “empregado bancário interpretando ordens do dia” (Pacheco, José Auguto, in Conferência sobre Estudos Curriculares, 2007) terá ele próprio de sofrer uma metanóia. Esta alteração traduzir-se-á numa total falta de objectividade/cientificidade do ensino, colocando-se várias questões:
O que será o conhecimento?
O que deve ser ensinado?
O que é fiável na informação?
O desafio passará por aprender a filtrar os dados necessários nessa parafernália informativa sem agredir a liberdade e a privacidade de cada um.
Enfim, não há como negar que com a evolução para sistemas sociais mais complexos, as técnicas que se baseavam em conhecimentos e recursos locais evoluíram para sistemas globalizados.
O que se concebe é que nada está definido e acabado, há sim um constante evoluir, uma reinterpretação da sociedade, da cultura e da educação.
Bibliografia:
http://robinsloan.com/epic/ consultado a 9-11-2007
http://www.geocities.com/js_source/adframe07.html/ consultado a 8-11-2007
O certo, é que as máquinas automatizadas, informáticas e comunicacionais já nos cercam em todos os locais impondo o seu ritmo. Vivemos numa era digital em que transacções comerciais são realizadas, pesquisas são disponibilizadas e discutidas através da internet. Grandes volumes de dados são transmitidos, transferidos de lugares distantes tudo em questão de minutos transformando o planeta numa imensa teia global de redes de comunicações diversas.
Além disso é importante salientar-se que ao mesmo tempo que as descobertas técnico-cientificas libertam o homem de inúmeros limites, elas não oferecem facilidades para se atingir metas sociais, reforçando a exclusão de muitos dos segmentos da sociedade que não conseguem aderir há modernização. Ao mesmo tempo que os avanços tecnológicos colaboram para a democratização da cultura, eles apresentam o seu reverso, as dificuldades de acesso, principalmente à internet que é ainda um meio de comunicação cujo acesso é privilégio de poucos. No entanto muitos de nós vivem num analfabetismo tecnológico.
Uma das formas de combater a info-exclusão é através da educação. O uso do computador, especificamente da internet requer operações intelectuais que vão desde o uso da palavra, da escrita, da capacidade de comparar e diferenciar, à capacidade de atenção e abstracção passando para formas de organizar o pensamento e a acção (Nietzel, sd).
No entanto, isto implicará uma mudança de postura na dinâmica de ensino-aprendizagem. O professor, até aqui metaforizado como um “empregado bancário interpretando ordens do dia” (Pacheco, José Auguto, in Conferência sobre Estudos Curriculares, 2007) terá ele próprio de sofrer uma metanóia. Esta alteração traduzir-se-á numa total falta de objectividade/cientificidade do ensino, colocando-se várias questões:
O que será o conhecimento?
O que deve ser ensinado?
O que é fiável na informação?
O desafio passará por aprender a filtrar os dados necessários nessa parafernália informativa sem agredir a liberdade e a privacidade de cada um.
Enfim, não há como negar que com a evolução para sistemas sociais mais complexos, as técnicas que se baseavam em conhecimentos e recursos locais evoluíram para sistemas globalizados.
O que se concebe é que nada está definido e acabado, há sim um constante evoluir, uma reinterpretação da sociedade, da cultura e da educação.
Bibliografia:
http://robinsloan.com/epic/ consultado a 9-11-2007
http://www.geocities.com/js_source/adframe07.html/ consultado a 8-11-2007
sábado, 27 de outubro de 2007
A entrada numa nova era...
Acabamos de criar um blog, que maravilha!!!
Os Happy five chegaram à "blogoesfera". A partir de agora, ninguém os vai parar. Aguardem....
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