A sociedade contemporânea encontra-se envolvida por um halo tecnológico. Praticamente todas as áreas gravitacionais são medidas por dispositivos informáticos que medeiam as colectividades, interferindo nas transacções, comunicações e relações interpessoais e inter-organizacionais. Estes novos dispositos imprimem normas, conceitos e procedimentos até há pouco tempo desconhecidos e ainda não totalmente absorvidos. As pessoas imergem nesse mundo informacional que possui características imediatistas de interdependência e simultaneidade. Tudo isto tem um preço que é sermos constantemente controlados por dispositivos tecnológicos.
O certo, é que as máquinas automatizadas, informáticas e comunicacionais já nos cercam em todos os locais impondo o seu ritmo. Vivemos numa era digital em que transacções comerciais são realizadas, pesquisas são disponibilizadas e discutidas através da internet. Grandes volumes de dados são transmitidos, transferidos de lugares distantes tudo em questão de minutos transformando o planeta numa imensa teia global de redes de comunicações diversas.
Além disso é importante salientar-se que ao mesmo tempo que as descobertas técnico-cientificas libertam o homem de inúmeros limites, elas não oferecem facilidades para se atingir metas sociais, reforçando a exclusão de muitos dos segmentos da sociedade que não conseguem aderir há modernização. Ao mesmo tempo que os avanços tecnológicos colaboram para a democratização da cultura, eles apresentam o seu reverso, as dificuldades de acesso, principalmente à internet que é ainda um meio de comunicação cujo acesso é privilégio de poucos. No entanto muitos de nós vivem num analfabetismo tecnológico.
Uma das formas de combater a info-exclusão é através da educação. O uso do computador, especificamente da internet requer operações intelectuais que vão desde o uso da palavra, da escrita, da capacidade de comparar e diferenciar, à capacidade de atenção e abstracção passando para formas de organizar o pensamento e a acção (Nietzel, sd).
No entanto, isto implicará uma mudança de postura na dinâmica de ensino-aprendizagem. O professor, até aqui metaforizado como um “empregado bancário interpretando ordens do dia” (Pacheco, José Auguto, in Conferência sobre Estudos Curriculares, 2007) terá ele próprio de sofrer uma metanóia. Esta alteração traduzir-se-á numa total falta de objectividade/cientificidade do ensino, colocando-se várias questões:
O que será o conhecimento?
O que deve ser ensinado?
O que é fiável na informação?
O desafio passará por aprender a filtrar os dados necessários nessa parafernália informativa sem agredir a liberdade e a privacidade de cada um.
Enfim, não há como negar que com a evolução para sistemas sociais mais complexos, as técnicas que se baseavam em conhecimentos e recursos locais evoluíram para sistemas globalizados.
O que se concebe é que nada está definido e acabado, há sim um constante evoluir, uma reinterpretação da sociedade, da cultura e da educação.
Bibliografia:
http://robinsloan.com/epic/ consultado a 9-11-2007
http://www.geocities.com/js_source/adframe07.html/ consultado a 8-11-2007
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